Quarta-feira, Novembro 22, 2006

Cabide de Molambo

Autor e Intérprete: João da Baiana
Ilustrações: Rogério

Donwload da música: http://rapidshare.com/files/4346485/08_-_Gente_da_Antiga_-_Cabide_de_molambo.mp3.html

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Segunda-feira, Março 14, 2005

Mas quem disse que eu te esqueço

Autores: Dona Ivone Lara e Hermínio Bello de Carvalho

Intérprete: Dona Ivone Lara

Ilustrações: Rogério





Tristeza rolou dos meus olhos
De um jeito que eu não queria

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E manchou meu coração
Que tamanha covardia

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Afivelaram meu peito
Pra eu deixar de te amar


Acinzentaram minha alma
Mas não cegaram o olhar

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Saudade amor, que saudade
Que me vira pelo avesso
E revira pelo avesso

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Puseram a faca em meu peito

Mas quem disse que eu te esqueço

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Mas quem disse que eu mereço
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Sábado, Março 05, 2005

Sem Compromisso

Autores: Nelson Trigueiro e Geraldo Pereira
Intérprete: Chico Buarque
Ilustrações: Rogério


Você só dança com ele
E diz que é sem compromisso

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É bom acabar com isso
Não sou nenhum pai João

Quem trouxe você fui eu
Não faça papel de louca

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Pra não haver bate boca dentro do salão

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Quando toca um samba
Eu lhe tiro pra dançar

Você me diz:
"Não, eu agora tenho par"


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E sai dançando com ele
Alegre, feliz

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Quando pára o samba,
Bate palmas

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Pede bis.
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Sexta-feira, Janeiro 28, 2005

Enquanto isso...












Marcha da Bica - Carnaval 2005

"Toma que o filho é teu"

Tava no Armando
tomando meu pifão
anunciou na televisão
Sarafa nas tamancas pulou
comeu nega maluca
e a maluca engravidou

Ai, ai, ai, isso cheira à armação
Ai, ai, ai, isso é coisa do Negão
sou português, mas não sou otário
fiz vasectomia na cabeça do caralho (BIS)

Vade retro Amazonino
esse menino é a cara do Sabino
leva essa trolha pro rabo de lá
vou pro Ratinho pra pedir DNA

De cueca samba canção
Eu já ganhei a eleição
Já vi a bunda branca do Artur
Até paguei meu IPTU
A minha Bica tem voto e voz
Mas Cordeiro quer dinheito
A gente chama a Albatroz

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Sábado, Janeiro 15, 2005

Portela na Avenida

Autores: Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro
Intéprete: Clara Nunes
Ilustração: Rogério



Portela, eu nunca vi coisa mais bela
Quando ela pisa a passarela e vai entrando na avenida
Parece a maravilha de aquarela que surgiu
o manto azul da padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida
que vai se arrastando
e o povo na rua cantando, é feito uma reza, um ritual
É a procissão do samba abençoando a festa do divino carnaval

Portela, é a deusa do samba, o passado revela
e tem a Velha Guarda como sentinela
e é por isso que eu ouço essa voz que me chama
Portela, sobre a tua bandeira, esse divino manto
tua águia altaneira é o espírito santo
no templo do samba

As pastoras e os pastores vêm chegando da cidade, da favela
para defender as tuas cores
como fiéis na santa missa da capela

Salve o samba, salve a santa, salve ela
Salve o manto azul e branco da Portel
Desfilando triunfal sobre o altar do carnaval

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Sexta-feira, Janeiro 07, 2005

Ê Baiana

Autores: F.da Silva/Baianinho/Enio S.Ribeiro/M.Pancrácio
Ilustrações: Rogério






Ê baiana, ê, ê, ê, baiana, baianinha,
Ê baiana, ê, ê, ê, baiana


Baiana boa, gosta de samba,
Gosta de roda,
E diz que é bamba.


Baiana boa, gosta de samba,
Gosta de roda,
E diz que é bamba.

Olha, toca viola que ela quer sambar,
Ela gosta do samba, ela quer rebolar,
Toca viola, que ela quer sambar,
Ela gosta do samba, ela quer rebolar.
( Ê baiana... )

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Terça-feira, Dezembro 14, 2004

Malandro

Autores: Jorge Aragão/Jotabê

Intérprete: Elza Soares

Ilustrações: Rogério





Lá, laiá, laiá, laiá, laia laiá

Malandro, eu ando querendo falar com você
Você tá sabendo que o Zeca morreu
Por causa de brigas que teve com a lei

Malandro, eu sei que você nem se liga no fato
De ser capoeira moleque, mulato
Perdido no mundo morrendo de amor

Malandro, sou eu que te falo em nome daquela
Que na passarela é porta estandarte
E lá na favela tem nome de flor

Malandro, só peço favor de que tenhas cuidado
As coisas não andam tão bem pro seu lado
Assim você mata a Rosinha de dor

Lá, laiá, laiá, laiá, laia laiá

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Quinta-feira, Novembro 11, 2004

Feirinha da Pavuna

Autora: Jovelina Pérola Negra

Intérprete: Jovelina Pérola Negra

Ilustrações: Rogério



Na feirinha da pavuna, houve uma grande confusão
Na feirinha da pavuna, houve uma grande confusão


A dona Cebola que estava invocada


Ela deu "uma tapa" no seu Pimentão


Seu Tomate cheio de vergonha
Ficou todinho vermelho
E falou assim:


Seu Pepino que estava no canto
Deu uma pernada em dona Melancia


Dona Abóbora muito gorda
Nem do canto ela saía


Vou chamar seu delegado
Que é o seu Jiló de amargar
Que falou pra todo mundo:




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Segunda-feira, Novembro 08, 2004

Bodas de Ouro

Autores: Paulo César Pinheiro e Dona Ivone Lara

Intérprete: Dona Ivone Lara

Ilustração: Rogério



Com o samba eu casei, tanto tempo faz
Com ele eu vivi minha vida em paz
Do samba eu guardei só momentos bons
Nossos corações não separam mais

O samba pra mim, me caiu do céu
A ele eu jurei sempre ser fiel
E tudo o que aprendi o samba me ensinou
Sempre foi o samba o meu grande amor

O samba me deu muito mais do que eu quis
O samba me fez bastante feliz
Até bodas de ouro com o samba eu já fiz
Canto pra comemorar

E vou dizer mais, se eu pudesse voltar
Casava outra vez com o samba
Sei que é um amor sem fim
A Deus quero agradecer
O tempo que o samba me dá prazer

E se depender de mim, do samba e desse bem querer
A gente tão cedo não vai morrer
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Sábado, Novembro 06, 2004

Sala de Recepção

Autor e Intérprete: Cartola

Ilustração: Rogério



Habitada por gente simples e tão pobre
Que só tem o sol que todos cobre
Como podes, Mangueira, cantar?
Pois então saiba que não desejamos mais nada
A noite, a lua prateada
Silenciosa ouve as nossas canções
Tem lá no alto um cruzeiro
Onde fazemos nossas orações
E temos orgulho de ser os primeiros campeões

Eu digo e afirmo que a felicidade aqui mora
E as outras escolas até choram
Invejando a sua posição

Minha Mangueira da sala de recepção
Aqui se abraça o inimigo
Como se fosse um irmão

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Quarta-feira, Novembro 03, 2004

Yáyá Massemba

Autores: Roberto Mendes e Capinam
Intérprete: Maria Bethânia
Ilustração: Rogério
Que noite mais funda calunga
no porão de um navio negreiro
que viagem mais longa candonga
ouvindo o batuque das ondas
compasso de um coração de pássaro
no fundo do cativeiro

É o semba do mundo calunga
batendo samba em meu peito
Kaô Kabiecilê Kaô ôô
Okê Arô Okê

Quem me pariu foi o ventre de um navio
Quem me ouviu foi o vento no vazio
do ventre escuro de um porão
Vou baixar no seu terreiro
Epa raio machado trovão
Epa justiça de guerreiro

Ê semba ê ê samba á
o batuque das ondas nas noite mais longas
me ensinou a cantar

Ê semba ê ê samba á
dor é o lugar mais fundo
é o umbigo do mundo
é o fundo do mar

Ê semba ê ê samba á
no balanço das ondas
Okê Arô me ensinou a bater seu tambor

Ê semba ê ê samba á
no escuro porão eu vi o clarão do giro do mundo

Ê semba ê ê samba á
é o céu que cobriu nas noites de frio minha solidão

Ê semba ê ê samba á
é oceano sem fim sem amor sem irmão
ê Kaô quero ser seu tambor

Ê semba ê ê samba á
eu faço a lua brilhar
o esplendor e clarão
luar de Luanda em meu coração

Umbigo da cor, abrigo da dor
a primeira umbigada
Massemba Yáyá
Massemba é o samba que dá

Vou aprender a ler
Pra ensinar meus camaradas
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Segunda-feira, Outubro 04, 2004

Pierrot (por los hermanos)

E o pierrot apaixonado chora pelo amor da colombina

E na esquina se mata a beber, pra esquecer..


Pra esquecer
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Oh! Seu oscar

Autores: Ataulfo Alves e Wilson Batista


Ilustrações: Rogério




Cheguei cansado do trabalho



Logo a vizinha me falou:
- Oh! Seu Oscar, está fazendo meia hora que a sua mulher foi embora...



...um bilhete deixou.



Veja você, o bilhete assim dizia:



Fiz tudo para ver seu bem estar.
Até no cais do porto eu fui parar



Martirizando o meu corpo noite e dia.


Mas tudo em vão


Ela é da orgia!



É..Parei!




Gravada originalmente em 1939 na RCA Victor por Ciro Monteiro, acompanhado por coro e regional da própria gravadora, e lançada em discos 78 rpm.
Outras gravações conhecidas são as de Roberto Silva (1958), Ataulfo Alves & suas Pastoras (1959), Os Cinco Crioulos (1967), Gilberto Milfont & As Gatas (1975), MPB-4 (1977), Ataulfo Alves Jr. & Elizeth Cardoso (1984), entre outras.

Contrariando as expectativas dos anos anteriores, em 1940, os sambas predominaram no lugar das marchinhas. Um dos mais cantados foi Oh! Seu Oscar, vencedora, aliás, de um concurso carnavalesco patrocinado pelo DIP, Departamento de Imprensa e Propaganda, órgão criado pela ditadura do Estado Novo de Getúlio Vargas. Oh! Seu Oscar chegou a vencer inclusive a Aquarela do Brasil, de Ary Barroso.

Com o título original Ela é da orgia, o samba fez tanto sucesso que, em março do mesmo ano, Odette Amaral lançava na própria RCA A mulher de seu Oscar, da mesma dupla de compositores, não alcançando entretanto a mesma repercussão.


* Texto roubado do "Ao chiado brasileiro"

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Sábado, Setembro 25, 2004

E o 56 não veio

Autor: Wilson Batista e Haroldo Lobo
Intérprete: Paulinho da Viola


Ilustrações: Rogério



Eu ontem esperei às 7 em ponto
Ainda dei uma hora de desconto



Os ponteiros do relógio
Pareciam me dizer:



"Vai embora meu amigo, ela não vai aparecer"



Será que ela não veio por que se zangou?



Ou o bonde alegria descarrilhou?





Houve qualquer coisa de anormal
Ela sempre foi pra mim tão pontual




Fui ao chefe da Light
Perguntei ao Inspetor:



Será que ela não veio por que se zangou?



Ou o bonde alegria descarrilhou?

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Sexta-feira, Setembro 24, 2004

Volete sapere di cosa parla un samba ma non capite il portoghese? Andate qui

Os riscos e rabiscos começaram a ganhar o mundo..

Atravessaram o Atlântico e ganharam citação em um blog italiano, com direito a link e o seguinte comentário:

"Troverete un samba di Noel Rosa (grandissimo compositore degli anni 30) illustrato con disegni che io trovo bellissimi"


Confira aqui --> http://bottega27.splinder.com/


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Quinta-feira, Setembro 23, 2004

A descoberta

Quando o Samba Acabou


Autor: Noel Rosa
Intérprete: Cristina Buarque

Ilustrações: Rogério

Lá no morro da Mangueira
bem em frente à ribanceira
uma cruz a gente vê



Quem fincou foi a Rosinha
que é cabrocha de alta linha
e nos olhos tem seu não sei quê



Numa linda madrugada
ao voltar da batucada
pra dois malandros olhou a sorrir



Ela foi-se embora e os dois ficaram



Dias depois se encontraram
pra conversar e discutir



Lá no morro uma luz somente havia
Era a lua que a tudo assistia



Mas quando acabava o samba se escondia



Na segunda batucada
disputando a namorada
foram os dois improvisar



E como em toda façanha,
sempre um perde o outro ganha
um dos dois parou de versejar


E perdendo a doce amada
foi fumar na encruzilhada
ficando horas em meditação



Quando o sol raiou foi encontrado
na ribanceira estirado
com um punhal no coração



Lá no morro
uma luz somente havia


Era o sol quando o samba acabou






De noite não houve lua


Ninguém cantou.







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